Crédito perde força no Brasil; indústria regional recua nos EUA
A ata do Copom detalha o freio no crédito. Nos EUA, Richmond registra queda de encomendas, mas melhora do emprego industrial.
Mercado
O mercado revê inflação e crescimento, mas mantém os juros projetados. A conta de luz pressiona os preços no Brasil e o déficit externo dos EUA aumenta.
Edição de 28/09/2026. Apuração encerrada às 09h24 de Brasília. Focus publicado hoje, com referência em 25/09. Demais divulgações de 24 e 25/09. Esta página não é atualizada em tempo real.
Brasil · Focus publicado nesta segunda
O Focus de 28 de setembro reúne expectativas coletadas até a sexta, dia 25. Para 2026, a mediana do IPCA passou de 4,92% para 4,99%. Para 2027, foi de 4,30% para 4,31%. A estimativa de crescimento do PIB recuou de 1,88% para 1,86% neste ano e de 1,43% para 1,41% no próximo.
Expectativas do mercado, não projeções do Banco Central. Mesma janela de 30 dias. Escala de 0% a 6%; as revisões foram de +0,07 e +0,01 ponto percentual. Navy indica a edição anterior; dourado, a nova.
Fonte: Banco Central · Focus de 25/09.
As projeções de Selic permaneceram em 13,50% ao ano para o fim de 2026 e 12,00% para o fim de 2027. O câmbio também não mudou: R$ 5,20 e R$ 5,28 por dólar, respectivamente. A estabilidade dessas medianas não significa uma decisão sobre as próximas reuniões do Copom.
| Indicador | 18/09 | 25/09 |
|---|---|---|
| IPCA% no ano | 4,92 | 4,99+0,07 p.p. |
| PIB% no ano | 1,88 | 1,86−0,02 p.p. |
| CâmbioR$/US$ | 5,20 | 5,20Sem mudança |
| Selic% ao ano | 13,50 | 13,50Sem mudança |
| Indicador | 18/09 | 25/09 |
|---|---|---|
| IPCA% no ano | 4,30 | 4,31+0,01 p.p. |
| PIB% no ano | 1,43 | 1,41−0,02 p.p. |
| CâmbioR$/US$ | 5,28 | 5,28Sem mudança |
| Selic% ao ano | 12,00 | 12,00Sem mudança |
A comparação usa respondentes dos últimos 30 dias em ambos os relatórios, sem misturar a coluna de cinco dias úteis. IPCA e PIB são variações anuais; Selic é a taxa de fim de ano; câmbio é a média de dezembro. “p.p.” significa ponto percentual. As expectativas são dos participantes da pesquisa, não do Banco Central.
Fonte: Banco Central · Focus de 25/09.
Fonte: Banco Central · Focus de 18/09.
Brasil · divulgação de 25/09
A prévia da inflação de setembro foi de 0,70%, depois de −0,40% em agosto. O acumulado em 12 meses subiu de 4,24% para 4,47%, segundo o IBGE. Os nove grupos pesquisados registraram alta.
Dados realizados do IPCA 15. Diferença entre as taxas: +1,10 ponto percentual. Escala simétrica de −1% a +1%. A prévia tem período de coleta e abrangência diferentes do IPCA mensal.
A energia elétrica residencial subiu 7,42% e respondeu por 0,29 ponto percentual do índice. O fim da incorporação do bônus de Itaipu nas faturas ajuda a explicar a reversão após o desconto de agosto. O grupo Habitação, que inclui energia, contribuiu com 0,31 ponto percentual.
O efeito da energia não explica tudo. Transportes acrescentou 0,12 ponto, Despesas pessoais, 0,10, e Alimentação e bebidas, 0,09. Em Belo Horizonte, a prévia subiu 0,79% no mês e acumulou 3,84% em 12 meses.
Os preços foram coletados de 15/08 a 15/09 e comparados com 16/07 a 14/08. A prévia não é o resultado fechado do IPCA de setembro. A revisão do Focus e o índice do IBGE foram observados na mesma semana, mas isso não permite atribuir toda a mudança das expectativas a um único dado.
Estados Unidos · divulgação de 24/09
O BEA informou que o déficit em conta corrente americano aumentou de US$ 212,6 bilhões no primeiro trimestre, após revisão, para US$ 246,0 bilhões no segundo. A alta foi de US$ 33,4 bilhões, ou 15,7%. Como proporção do PIB, passou de 2,7% para 3,0%.
O gráfico representa o tamanho do déficit como magnitude positiva; os saldos são −212,6 e −246,0 bilhões de dólares. Dados com ajuste sazonal. Escala de 0 a 300. Aumento de US$ 33,4 bilhões, equivalente a 15,7%.
A ampliação veio principalmente do comércio de bens. A conta corrente também inclui serviços, rendas e transferências. Por isso, não deve ser confundida com o déficit fiscal do governo. O dado descreve transações do segundo trimestre, embora tenha sido divulgado agora.
Agenda · informação futura
O calendário do BEA prevê para 30 de setembro a terceira estimativa do PIB do segundo trimestre e o relatório de renda e gastos pessoais de agosto, que inclui a inflação PCE. O horário informado é 08h30 no leste dos EUA, equivalente a 09h30 de Brasília nessa data.
Essas divulgações ainda estavam pendentes no corte desta edição. Não há resultado novo de PCE a ser antecipado aqui.
Fonte: BEA · Calendário de divulgações.
O que mudou desde a última edição
A edição de 23 de setembro abordou os detalhes do crédito na ata do Copom e a indústria regional de Richmond. Hoje, os avanços estão no Focus novo, na prévia de inflação e nas contas externas americanas. A comparação do Focus usa o relatório de 18/09, analisado na edição de 21/09.
Minha leitura é que a revisão do cenário brasileiro pede atenção à composição da inflação. Parte da alta mensal veio da reversão de um desconto de energia, mas houve aumento em todos os grupos. Isso ajuda a interpretar o dado, sem transformar uma leitura mensal em tendência garantida. Projeções do mercado, inflação observada e decisões de juros precisam continuar separadas.
Thiago PenidoAssessor de investimentos e sócio da Manchester Investimentos
Banco Central · Focus de 25/09
Publicado em 28/09/2026. Mediana agregada, respondentes dos últimos 30 dias, página 1.
Banco Central · Focus de 18/09
Publicado em 21/09/2026. Mesma base de comparação de 30 dias, página 1.
IBGE · Prévia da inflação de setembro
Publicado em 25/09/2026, às 09h00, atualizado às 12h48. Preços de 15/08 a 15/09, comparados com 16/07 a 14/08.
BEA · Contas internacionais dos EUA
Publicado em 24/09/2026. Segundo trimestre; primeiro trimestre revisado. Valores da conta corrente com ajuste sazonal.
BEA · Calendário de divulgações
Consulta em 28/09/2026. PIB e renda e gastos pessoais previstos para 30/09, às 08h30 no horário do leste dos EUA.
Conteúdo informativo e educacional. Não constitui recomendação, oferta de valores mobiliários ou consultoria de investimentos. Não destinado a fins fiscais. Rentabilidade passada não garante resultados futuros.